A garota dos olhos mais tristes daqui deseja sair
Encontrar-se com alguém lá fora que pareça sua casa
Deseja apertá-lo num abraço, saudade já morta
Que a leve nos braços em casa e lhe beije ao chegar a porta
Sua mente vagueia, sua febre não arde, resfria
Sua calma observa as luzes que passeiam
Enquanto a cidade adormece em sua pele macia
Te levo daqui um dia, um dia.
domingo, 8 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Esquecimento
As linhas infinitas por trás do travesseiro
De um sonho que não quero chamar de meu
A fuga do risco de se tornar um traço
No meio do vasto universo, na cova do esquecimento alheio
Perdido na imensidão do nada que creio
Eu que nem sequer existi até então.
De um sonho que não quero chamar de meu
A fuga do risco de se tornar um traço
No meio do vasto universo, na cova do esquecimento alheio
Perdido na imensidão do nada que creio
Eu que nem sequer existi até então.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Vazio
Tempo que não me distrai
Não há música que sirva tão bem
Quanto a dez anos atrás
Não há lugar para ir senão o lar
Ou chão que nos faça sentir o que temos em comum
O vazio do espaço
O azulejo gelado onde deitado observo o céu e a chuva
Goteiras num teto caindo aos pedaços
E penso nas pessoas que somem.
Não há música que sirva tão bem
Quanto a dez anos atrás
Não há lugar para ir senão o lar
Ou chão que nos faça sentir o que temos em comum
O vazio do espaço
O azulejo gelado onde deitado observo o céu e a chuva
Goteiras num teto caindo aos pedaços
E penso nas pessoas que somem.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
19
Lesado de conceitos inúteis e clichês vagos
No meio do caos, esquecido das chaves de casa
Submerso em teorias fúteis e noções ultrapassadas
Verdade é que o jogo acabou, e a lógica é clara:
Eu perco e você se perde
O que tudo nos dizia.
Finge não perceber, esconde seu rosto nas mãos
Parece esse o último adeus, não sei do que se trata
A cada vez que volta a curva é mais tensa
A chuva é mais grossa, a mata mais densa
Só ia esperar dessa vez,
Mas agora realmente estou indo.
No meio do caos, esquecido das chaves de casa
Submerso em teorias fúteis e noções ultrapassadas
Verdade é que o jogo acabou, e a lógica é clara:
Eu perco e você se perde
O que tudo nos dizia.
Finge não perceber, esconde seu rosto nas mãos
Parece esse o último adeus, não sei do que se trata
A cada vez que volta a curva é mais tensa
A chuva é mais grossa, a mata mais densa
Só ia esperar dessa vez,
Mas agora realmente estou indo.
Perigo
Pela desordem que é alma do quarto
E as vozes do sono que implicam comigo
Eu não faria melhor ode.
Pela ausência ao avesso de amigos
O acaso que registro, logo vivo
Relembro, logo paro
As drogas de hoje somente recriam
Um eu que, toda vez que preciso, morro um bocado
A maldita ilusão de que fiz o possível
Prometi viajar para longe, voar alto
E, logo que entrei, me vi na estação
Era eu voltando de não-sei-onde
Você perdeu a razão, me deixe um motivo
Que dessa vazão explosiva eu talvez sare
E nessa explosão evasiva eu talvez fale
Que, de alguma forma eu ainda corro perigo.
E as vozes do sono que implicam comigo
Eu não faria melhor ode.
Pela ausência ao avesso de amigos
O acaso que registro, logo vivo
Relembro, logo paro
As drogas de hoje somente recriam
Um eu que, toda vez que preciso, morro um bocado
A maldita ilusão de que fiz o possível
Prometi viajar para longe, voar alto
E, logo que entrei, me vi na estação
Era eu voltando de não-sei-onde
Você perdeu a razão, me deixe um motivo
Que dessa vazão explosiva eu talvez sare
E nessa explosão evasiva eu talvez fale
Que, de alguma forma eu ainda corro perigo.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Busca
Foi preciso revirar os cantos
Sacudir o quarto, derrubar a estante
Intervir na noite, apagar as luzes dos postes
Até me encontrar no final da estrada,
Rumo ao litoral.
Foi necessário chegar a pouco pra tanto
E na linha onde o céu encontra o oceano
No meio do mar, sob nuvens enfermas
Percebi que efêmero é tudo
E que eterna é minha busca.
Sacudir o quarto, derrubar a estante
Intervir na noite, apagar as luzes dos postes
Até me encontrar no final da estrada,
Rumo ao litoral.
Foi necessário chegar a pouco pra tanto
E na linha onde o céu encontra o oceano
No meio do mar, sob nuvens enfermas
Percebi que efêmero é tudo
E que eterna é minha busca.
sábado, 15 de outubro de 2011
Parte
Eu quero, antes de mais nada
Saber se, depois de tudo, já saí do lugar
Tenho uma cabeça cheia de lamentos cômicos e esquecidos
E na mala, as histórias não acontecidas
Prontas para serem descritas
Me diga se se pode esquecer o que há de haver
Se o que chamo de iminente beira o absurdo
Os sinais nos perseguem, e de tanto aceitar esse não-negar
Gerou-se verdade absoluta e agora estou cego
Agora estou surdo e fora de destino.
Um pouco mais do ar que encontra meu rosto ao sair do trabalho
Da alucinação que acompanha o estado de vigília no sofá
O cinzento do céu e o frio nos pés, desperto em tarde vazia
A razão que a gente faz a cada encontrar, o passar dos dias
Cria em cada grão mais do que uma casca, uma pérola
Sufoca na história seus fins.
Saí pelas ruas à noite, caminhando só
E as correntes de ar do passado passaram, assim que as senti
Levando uma parte grande de mim.
Saber se, depois de tudo, já saí do lugar
Tenho uma cabeça cheia de lamentos cômicos e esquecidos
E na mala, as histórias não acontecidas
Prontas para serem descritas
Me diga se se pode esquecer o que há de haver
Se o que chamo de iminente beira o absurdo
Os sinais nos perseguem, e de tanto aceitar esse não-negar
Gerou-se verdade absoluta e agora estou cego
Agora estou surdo e fora de destino.
Um pouco mais do ar que encontra meu rosto ao sair do trabalho
Da alucinação que acompanha o estado de vigília no sofá
O cinzento do céu e o frio nos pés, desperto em tarde vazia
A razão que a gente faz a cada encontrar, o passar dos dias
Cria em cada grão mais do que uma casca, uma pérola
Sufoca na história seus fins.
Saí pelas ruas à noite, caminhando só
E as correntes de ar do passado passaram, assim que as senti
Levando uma parte grande de mim.
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